Barroco Ardente e Sincrético – Luso-Afro-Brasileiro

Museu Afro Brasil
Terça a domingo, 10h às 17h
R$ 6 (gratuito aos sábados)

Integrando as comemorações do Jubileu de 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, o museu exibe variadas manifestações do barroco em Portugal e no Brasil, de suas referências na cultura erudita e popular, entre os séculos XVII e XIX.

Para o curador, o ardente se refere à “tropicalidade do barroco, evocando o trabalho com a madeira e a mecânica dos afrodescendentes”.

O estilo vem de Portugal, mas é no Brasil que ele encontra campo ideal para uma construção de identidade, completa Araujo.

A mostra evidencia a atitude do sagrado ao profano e a criação do estilo, uma vez que a mão de obra maciça de africanos negros escravizados no Brasil foi absorvida pelas corporações de ofícios mecânicos.

Destaque para obras de Mestre Valentim, Aleijadinho e Francisco Xavier de Brito, dentre outros. Também estão expostos: ex-votos e artefatos sacros históricos; uma ambientação musical da época; projeções da azulejaria da igrejinha da Pampulha (Belo Horizonte), pintada por Portinari, e de tetos de igrejas brasileiras; o registro da Revolta dos Alfaites (Salvador, 1798) e de algumas festas profanas advindas do barroco, como as cavalhadas de Goiás; e uma instalação comissionada da artista portuguesa Manuela Pimentel.

Curadoria: Emanoel Araujo

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filmelabor | 18/11

A exposição é incrível e enorme, o ideal seriam dois dias para observar e absorver todo o maravilhoso conteúdo que está exposto. O caminho do barroco tradicional ao barroco tropical nessa união luso África Brasil apresentado de uma forma incrível. Para mim foi uma oportunidade para conhecer obras e artistas surpreendentes como o Xavier das conchas.